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Pertença e Vulnerabilidade

 

 

Há umas semanas atrás tive uma consulta com um rapaz que ficou na minha memória durante bastante tempo. Ficou porque senti que haveria ali sentimentos que estavam fechados em gavetas e que ele nem por um segundo queria abrir. Eu tinha a sensação que a vida dele daria um salto enorme rumo a conseguir a felicidade que queria, quando começasse a “baixar todos aqueles muros”, mas ele não estava pronto para “sentir” ... não neste momento... o medo da vulnerabilidade era enorme e era mais fácil viver na ausência de emoções (às vezes é.…, mas temporariamente).

 

Tenho uma paixão enorme por investigar e descobrir mais, principalmente assuntos relacionados com felicidade, sucesso e paz interior (nada de mais ;)).

 

Este caso fez-me ir estudar um pouco mais sobre este tema, sobre vulnerabilidade, sobre padrões de pessoas que vivem bem com elas próprias independentemente dos percalços da vida.   

A vulnerabilidade, embora assustadora, é também o sinal de sinceridade e de paz interior, um sinal de estarmos bem connosco. Vulnerabilidade faz-nos sentir que pertencemos a um universo em que nem tudo é perfeito. 

 

Reparei que as pessoas que vivem com amor próprio e sentido de pertença são as pessoas que sentem que são merecedoras desse amor e dessa pertença.

 

O que afasta a vulnerabilidade? 

 

O medo, a vergonha e o andar numa espécie de vida dormente... essa vergonha e esse medo originam afastamento, afastamento emocional, originam superficialidade e a subida de barreiras em relação à conexão com os outros. De alguma forma, as nossas vivências disseram-nos que poderíamos não ser merecedores de tal felicidade e que não seriamos aceites se não fossemos perfeitos. Isto é uma “armadilha” da nossa mente...

 

É preciso coragem para sermos imperfeitos e para isso é preciso compaixão por nós próprios primeiro. 

As pessoas calmas e de bem consigo apresentam-se genuínas, preferem deixar de ser quem acham que devem ser e investem em ser quem são. A genuinidade é também importante para que haja ligação e empatia. 

 

Pessoas em paz abraçam a vulnerabilidade e sabem que é o que as faz únicas, respiram mesmo sem saber o que aí vem, investem numa relação mesmo não sabendo se vai resultar. Amam com todo o seu coração mesmo quando não há garantias. Acreditam na sua história e na historia que vão construir apaixonadamente. São gratos por cada passo da mudança. 

 

Quando afastamos a vulnerabilidade fazemos de conta que o que fazemos não nos afeta e não afeta os outros. 

 

Dizer “desculpa” é o primeiro passo rumo à vulnerabilidade e segunda é dizer “eu vou trabalhar para que melhore”. Estar vulnerável é quase o mesmo que dizer que estamos vivos. 

 

Deixem-se ser vistos e acreditem que o que são e o que têm é suficiente. Quando partimos de um ponto em que nos sentimos bem com o que temos e somos. Quando queremos mais sendo gratos com o que já temos, paramos de gritar e de nos inervar, somos mais calmos e mais generosos, olhamos para o dia a dia de outra forma e para o que nos aconteceu sem vergonha. 

 

Uma ótima sexta feira para todos.

 

Com amor...

Bárbara

#chooselove #chooseyou <3